Padre Joaquim Parron esteve na Câmara de Paranaguá na terça-feira (10)

Agora Litoral
O Padre Redentorista Joaquim Parron, reitor do Santuário Estadual, em discurso na Câmara de Vereadores de Paranaguá, na terça-feira (10), apresentou o histórico e a atual situação daquele pólo de turismo religioso.

Na sua fala, Parron colocou questões não só da Igreja ou da festa, mas também do bairro do Rocio, dos moradores, do acesso ao local e da conservação da praça e do entorno.

Joaquim Parron lembrou que a Festa do Rocio está na sua 204ª edição e tem um valor histórico e cultural inestimável. Explicou ainda que o Paraná é o único lugar onde existe de forma oficial, na esfera religiosa e civil, o reconhecimento de uma padroeira para o estado.

“A festa da padroeira do Paraná, Nossa Senhora do Rosário do Rocio, como um dos maiores atrativos turísticos do estado precisa ser melhorada, mas também todo o complexo turístico do Santuário que atrai visitantes o ano inteiro e não mais só para a festa”, disse o redentorista.

Citando como exemplo o Santuário de Madre Paulina onde houve o apoio das três esferas de poder – municipal, estadual e federal – para tornar o lugar aprazível e preparado para a recepção de visitantes, o reitor enfatizou que, com as leis já existentes, não há motivos para que o poder público deixe de destinar recursos para manter e revitalizar o bairro, seus acessos, o espaço ocupado pelo santuário e a tradicional festa.

“Com o reconhecimento de pólo do turismo religioso, lei nº 12814/99, de patrimônio imaterial do país, o encaminhamento para reconhecimento da UNESCO e os registros da entidade assistencial, não haverá problemas com os fiscalizadores das contas públicas, sobre a destinação de verbas e investimentos executados no local e no entorno”, completou.

Padre Parron afirmou que está “batendo em diversas portas” e precisa do apoio do legislativo da cidade para “construir pontes” que levem à melhoria do lugar para todos.

Depois de ouvi-lo, o presidente da Câmara Municipal propôs aos vereadores para que assinem em conjunto uma lei para incluir a Festa em louvor a Nossa Senhora do Rocio no orçamento das festas populares do Município. Outra sugestão que surgiu é que também seja colocada em lei a Festa da Padroeira do Paraná como patrimônio imaterial do município.

Sessão com a presença do Reitor do Santuário do Rocio registrou bom público

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