PF descobriu que Beira Mar, mesmo da cadeia, comanda esquema que lucra não só com o tráfico de drogas

Paranaguá, PR
Agora Litoral

A Polícia Federal cumpre, desde as 6h desta quarta-feira (24), mandados de prisão em cinco estados e no Distrito Federal contra a quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Até a última atualização desta reportagem, haviam sido presos um dos filhos do criminoso, na Paraíba; uma irmã dele, no Rio; e um braço-direito do traficante, no Ceará.

Alessandra da Costa, irmã do traficante e apontada como sua conselheira, foi presa onde mora, em um condomínio de luxo no bairro Vinte e Cinco de Agosto, em Duque de Caxias. Contra ela havia um mandado de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O nome do filho e do homem de confiança de Beira-Mar não foram divulgados.

Após um ano e meio de investigações, a PF descobriu que Beira-Mar, preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, diversificou os negócios: os lucros agora vão além do tráfico de drogas. O criminoso controla máquinas de caça-níquel, venda de botijões de gás, cesta básica, mototáxi, venda de cigarros e até o abastecimento de água.

Segundo os investigadores, na denúncia que deu origem à investigação, foi descoberto que há uma grande quadrilha liderada pelo traficante que, mesmo preso no presídio Federal de Porto Velho, coordena o grupo por meio de mensagens escritas em papel. Por conta dos bilhetes, a operação desta quarta-feira foi batizada de “Epístola”.

RELEMBRE

Desde 2006, Fernandinho Beira-Mar está preso em uma penitenciária federal. Em 2007, a Polícia Federal investigou o criminoso e descobriu que, apesar da vigilância, ele manteve o controle do fornecimento de drogas – maconha e cocaína – para favelas do Rio. A investigação da PF, na ocasião, levou 19 pessoas à prisão.

A operação Fênix, como foi chamada, descobriu que Beira-Mar escolheu a mulher, Jacqueline Alcântara de Morais, para sucedê-lo no comando da quadrilha. Todos os presos foram condenados pela Justiça Federal do Paraná.

Em condenações, o traficante acumula penas que somam quase 320 anos de prisão em crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios.

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