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Policiais civis da 1.ª Subdivisão de Paranaguá prenderam, nesta sexta-feira (9), Adriano Cordeiro de Oliveira, de 40 anos, acusado de matar a facadas o seu sobrinho, Dirceu Mendes dos Santos, de 25 anos. O crime ocorreu no dia 15 de novembro de 2017, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.

A prisão foi realizada pela equipe da Divisão de Homicídios da 1.ª SDP, que, durante as investigações, descobriu que Adriano se encontrava na cidade de Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Na sexta-feira os policiais foram até o município e cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o acusado.

Segundo o delegado Nilson Diniz, responsável pelo inquérito policial, a investigação deste crime foi bastante complexa. “Na verdade, embora tivéssemos todos os elementos para a autoria deste homicídio, este indivíduo, logo após o crime, deixou a cidade de Paranaguá. Então, embora o inquérito tenha sido relatado com rapidez, se tornou difícil sua captura, em virtude do desconhecimento do local onde ele se encontrava”, disse.

Diniz informou que, tão logo a polícia recebeu informações de que Dirceu poderia estar no município de Pinhais, tiveram início as medidas necessárias à sua localização. “Na quinta-feira recebemos informações a respeito do endereço e, hoje (sexta), foram designadas duas equipes para que se dirigissem ao município de Pinhais e efetuassem esta captura”, explicou.

O delegado relatou que a formalização do cumprimento da ordem judicial foi realizada na delegacia de polícia de Pinhais e, na sequência, Adriano foi recambiado para o município de Paranaguá. “Isso é a demonstração de que os homicídios não ficam sem apuração. Todos eles demandam atenção da 1.ª Subdivisão Policial e as pessoas que praticarem esses crimes vão ser responsabilizadas. Não importa o tempo. Como aconteceu com o Adriano, que hoje já se encontra encarcerado, aguardando para participar efetivamente do processo judicial”, garantiu.

Ao ser preso, Adriano teria alegado legítima defesa, mas, segundo o delegado, testemunhas, que se encontravam no local do crime, disseram não havia nenhum motivo para a prática do homicídio. “Ele alegou legítima defesa. Só que, se realmente tivesse agido assim, tinha se apresentado e não buscado frustrar sua responsabilização”, ressaltou Diniz.

CRIME

Segundo informações da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, no dia do crime Dirceu teria se envolvido numa briga com um primo, enteado de Adriano. Depois que a confusão entre os dois rapazes cessou, o acusado teria apanhado uma faca e agredido Dirceu com dois golpes, o qual entrou em óbito no local.

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