Alisson Carneiro foi preso nesta sexta-feira (Foto: divulgação Polícia Civil)

Agora Litoral
A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (3), o homem que teria desferido um golpe de faca num adolescente após este se negar a entregar o telefone celular em um assalto, em Paranaguá, no litoral do Paraná, na noite de sábado, 28 de julho.

Alisson João Gonçalves Carneiro, de 22 anos, em companhia de outro indivíduo, teria abordado Gabriel Bonsenhor, de 16 anos, na Rua Anthero Regis Pereira da Costa (esquina do estádio do Rio Branco, quase em frente à lotérica), e exigido que ele entregasse o celular. Como o rapaz negou-se a entregar o aparelho, Alisson teria desferido um golpe de faca no pescoço do adolescente e fugido em seguida. Tudo isso às oito da noite.

Ferido, Gabriel ainda tentou buscar socorro no Hospital Regional, mas, enfraquecido pela perda de sangue, caiu quase em frente o Conjunto Residencial Visconde do Rio Branco (Pombal), onde foi socorrido por populares e encaminhado ao hospital. Gabriel Bonsenhor foi operado e permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até hoje.

PRISÃO PREVENTIVA
Em entrevista, o delegado Nilson Diniz contou que a faca que atingiu o pescoço do rapaz tinha cerca de 25cm e salientou que a prisão de Alisson só foi possível graças à colaboração de uma testemunha, que procurou a polícia e reconheceu um dos autores do Latrocínio tentado (denominação do crime praticado contra o jovem).

Identificado o autor, durante a manhã desta sexta-feira, os delegados da 1ª Subdivisão Policial solicitaram a sua prisão preventiva, e a justiça acatou a representação. Alisson Carneiro foi preso na mesma hora. Ele já estava na sede da 1ª SDP sendo ouvido em cartório. Ainda de acordo com o delegado Diniz, o outro elemento que estava junto com Alisson deve ser preso em breve.

PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA
O delegado Nilson Diniz fez questão de ressaltar e agradecer a participação de uma cidadã de Paranaguá que foi fundamental para a identificação de Alisson como um dos homens envolvidos no assalto ao adolescente.

“Se não fosse essa testemunha, com a carência de imagens [qualidade e número de câmeras] que temos, provavelmente esse crime permaneceria impune”, disse ele. “Foi imprescindível a participação dessa cidadã para a resolução desse crime”, completou.

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