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A Polícia Civil divulgou na tarde desta quinta-feira, os resultados da primeira fase da Operação Vitriol, que resultou na prisão de três homens suspeitos da autoria de quatro crimes contra a vida em Paranaguá. Entre os presos está Alexandre Luiz Cardoso de Miranda, de 20 anos, que é acusado da tentativa de latrocínio contra o adolescente Gabriel Veras Bonsenhor, de 16 anos, o qual foi esfaqueado no pescoço, no dia 28 de julho, na Rua Antero Regis Pereira da Costa, bairro Estradinha.

O outro suspeito do crime, Alisson João Gonçalves Carneiro, de 22 anos, já tinha sido preso no último dia 3. Ele foi até a delegacia para ser ouvido e acabou recebendo voz de prisão em decorrência de um mandado de prisão que foi devidamente cumprido. Segundo o que foi apurado pela polícia, Alisson teria anunciado o assalto contra o menor e Alexandre desferido o golpe de faca.

O delegado informou que, em suas declarações, Alexandre negou envolvimento na tentativa de latrocínio, mas que a Polícia Civil não tem dúvidas de que foi ele quem agrediu a vítima.

“Primeiramente é importante deixar claro que nós não temos dúvida do envolvimento do Alexandre neste crime tão violento. Ele negou o cometimento do crime e menciona, inclusive, no seu depoimento, que não conhece o Alisson, que seria o outro autor do delito, mas imediatamente realizei uma oitiva complementar com o Alisson e ele confirmou que conhece o Alexandre há muitos anos e que, inclusive, teriam morado juntos por bastante tempo e que, de fato, ele seria o autor da facada. O teor deste depoimento foi corroborado também pelo depoimento da vítima, que aponta o Alexandre como o autor da facada”, ressaltou.

“Então, não restam dúvidas para a Polícia Civil, que o Alexandre foi o autor, efetivamente, da facada no pescoço da vítima. Uma pessoa que demonstrou, com esse ‘modus operandi’, alto nível de periculosidade, e foi em razão deste fato, da demonstração concreta que ele oferece à sociedade, que foi pedida à sua prisão preventiva, e o Poder Judiciário se sentiu convencido realmente da necessidade da restrição da liberdade”, complementou o delegado.

Polícia não tem dúvidas de que Alexandre foi o autor da facada em Gabriel

TRABALHO INTEGRADO
O delegado Diniz informou, ainda, que Alexandre foi preso em uma ação conjunta com a Guarda Civil Municipal. Ele explicou que no momento da abordagem da GCM, o mandado judicial contra Alexandre ainda se encontrava sob sigilo.

Na ocasião, uma equipe da GCM abordou dois rapazes suspeitos de roubo na Avenida Roque Vernalha, Vila Cruzeiro, e avisou à 1.ª SDP. Os investigadores da 1.ª Subdivisão Policial se dirigiram ao local da abordagem, verificaram de fato que um dos suspeitos seria o Alexandre, e deram cumprimento à ordem judicial. “Se não fosse o trabalho integrado entre as duas forças, o Alexandre ainda estaria livre neste momento”, disse Diniz.

Alisson e Alexandre permanecem presos na carceragem da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá à disposição do Poder Judiciário. “Esse inquérito será encaminhado, ainda na segunda-feira, para que o Ministério Público realize a análise de todos os elementos que estão nele e, se entender deste modo, que se ofereça a denúncia e se instaure de fato a relação processual e se inicie a segunda fase da percepção criminal que nós mencionamos, e que eles sejam realmente processados pelo crime que cometeram”, defendeu.

VITRIOL
De acordo com o delegado, a operação foi batizada com a palavra Vitriol em referência ao símbolo universal pela busca pela melhora pessoal e, consequentemente, a busca da melhora da sociedade. “Foi isso o que foi realizado nesta operação e é importante ressaltar que investigadores, vários em horário de folga, participaram da operação desde a noite de quarta-feira, 8, estando nas ruas, buscando a captura destes três indivíduos, que são autores de crimes violentos e que deixaram marcas profundas na sociedade”, ressaltou Diniz.

MAIS DOIS PRESOS
Na operação também foram presos Adelino Adrian dos Santos Costa, de 26 anos, por envolvimento em uma tentativa de homicídio, e Ruan Teodoro dos Santos, de 27 anos, que é acusado de dois homicídios consumados.

Adelino foi preso nesta manhã, no Jardim Santa Rosa, em decorrência de um mandado de prisão expedido pela 2.ª Vara Criminal de Paranaguá, por ser um dos autores do homicídio tentado ocorrido no dia 29 de julho, na Rua Dona Mariquinha, em frente ao Bar do Paulista, na Ponta do Caju.

Segundo informações do delegado Nilson Santos Diniz, os elementos coletados durante as investigações apontaram que Adelino atirou um veículo automotor que conduzia na direção da vítima, momento em que outro indivíduo, que também estava no veículo, realizou os disparos contra a vítima. “Graças a uma testemunha que presenciou o crime, foi possível obter a identificação do autor”, disse.

O delegado ressalta que Adelino ainda é investigado em outros inquéritos policiais que apuram homicídios ocorridos em Paranaguá.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam 26 pedras de crack, sendo 16 embaladas para serem comercializadas. O entorpecente estava no quarto de um irmão de Adelino, que é menor de idade e foi apreendido por envolvimento com o tráfico de drogas.

VEJA A CHEGADA DE ADELINO À DP

HOMICÍDIOS
Durante a madrugada, investigadores da 1.ª Subdivisão Policial realizaram a prisão de Ruan Teodoro dos Santos, de 27 anos, no bairro Porto Seguro, em decorrência de um mandado expedido pela 1.ª Vara Criminal de Paranaguá. Na abordagem, ele ainda foi flagrado com réplicas de cédulas de R$ 50.

Um dos homicídios em que Ruan é apontado como autor ocorreu no dia 30 de julho de 2016, na Rua Etuzi Takayama, Parque São João, tendo como vítima Erick Silva Faria, de 34 anos, que foi atingido por disparos de arma de fogo. O segundo crime ocorreu no dia 15 de janeiro de 2017, na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, no Parque Agari, quando Derick Patrick da Silva Moreira, também conhecido por “Moranguinho”, de 17 anos, que se encontrava em um ponto de ônibus, foi alvejado por vários disparos de arma de fogo realizados do interior de um veículo.

O delegado destacou que a prisão de Ruan é resultado de uma investigação que durou mais de um ano. “Foi o período necessário para a realização das oitivas de todas as testemunhas, bem como realização de todos os exames periciais pelos órgãos de Polícia Técnica”, informou o delegado.

Diniz explicou que a identificação do autor dos homicídios só foi possível porque, no dia 28 de abril de 2017, uma equipe da 1.ª Subdivisão Policial, com o apoio da Guarda Civil Municipal, obteve êxito em capturar Ruan em posse de um revólver calibre 38, com numeração suprimida.

A apreensão da arma ocorreu durante uma ação com o objetivo de verificar denúncias sobre o tráfico de drogas na Boate Azul, localizada na PR-407, Km 2,5 – Vila Garcia, e, em virtude da comparação dos projéteis extraídos dos corpos das vítimas, com o cano do revólver apreendido, foi possível constatar que a arma foi utilizada nos dois homicídios.

Na abordagem a Ruan os policiais civis ainda encontraram R$ 1.500,00 em cédulas falsificadas e agora ele ainda irá responder inquérito policial pelo crime de moeda falsa. Um carro também foi apreendido na abordagem ao suspeito.

Ruan tinha R$ 1.500 em dinheiro falso

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