Para Renal Dal Zotto, ex-atacante e hoje técnico de voleibol, foi Bebeto de Freitas quem revolucionou o esporte brasileiro a partir da década de 1980

Agora Litoral
O ex-jogador de vôlei, técnico e dirigente esportivo Bebeto de Freitas morreu hoje (13), aos 68 anos, após sofrer um ataque cardíaco dentro do Centro de Treinamento do Atlético-MG, do qual era diretor. Bebeto foi atendido no local, mas não resistiu.

Com extensa participação no esporte brasileiro, Bebeto marcou época no vôlei, como atleta e principalmente como treinador. O carioca comandou as seleções masculinas nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, conquistando a medalha de prata, e em 1988, em Seul, terminando na 4ª posição.

Após passagem na seleção brasileira, Bebeto treinou a equipe italiana e venceu o Mundial de 1990, derrotando o time dos Estados Unidos na final.

Já na década passada, o ex-atleta passou a se dedicar à gestão de clubes de futebol, chegando a ser presidente do Botafogo, entre 2003 e 2008.

Atualmente Bebeto era diretor de administração e controle do Atlético-MG. O clube anunciou luto de três dias pela perda.

Paulo Roberto de Freitas já nasceu com uma ligação íntima com o esporte. Antes mesmo de virar Bebeto, o sobrinho do treinador João Saldanha e primo do ex-jogador Heleno de Freitas via a essência esportiva de perto dentro de casa.

Nascido em 1950, demorou a chegar ao futebol – teve passagem histórica pelo vôlei, ganhando a medalha de prata olímpica com técnico em 1984, em Los Angeles (Estados Unidos), e disputando os Jogos de 1976, em Montreal (Canadá). Mas quando chegou, fez história no clube de coração.

Após passagem como dirigente no Atlético-MG entre 1999 e 2001, o botafoguense Bebeto de Freitas chegou ao clube do coração em 2002. Depois de alguns meses como diretor em General Severiano, foi eleito presidente para o triênio 2003-04-05, sendo reeleito depois para comandar o Botafogo até 2008. Nos seis anos à frente do Alvinegro carioca, o ex-jogador, técnico e dirigente iniciou uma reestruturação em um combalido clube. “Foi uma revolução ali”, se recorda o ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro. Logo no primeiro ano, teve a missão de comandar o time na série B após o rebaixamento marcante em 2002. Remodelou o estádio Caio Martins e viu uma equipe aguerrida superar as dificuldades com estrutura para voltar à primeira divisão. Chegou a faltar água e material para treino, mas não futebol e vontade.

Ao reorganizar as finanças do clube no primeiro mandato, permitiu a montagem de um time razoavelmente competitivo em 2006, voltando a conquistar o Campeonato Carioca após nove anos. A boa fase se manteve em 2007 e 2008, quando venceu a Taça Rio e disputava o protagonismo no Rio de Janeiro com o Flamengo. “Foi a pessoa que mais respeitei no meio do futebol. Um cara sério, de caráter ímpar. Estou muito abalado”, disse, aos prantos, o ex-jogador Túlio, volante e peça fundamental daquele time. Ainda em 2007, o grande “gol” de sua gestão. Bebeto de Freitas foi peça fundamental para que o Botafogo vencesse a disputa com o Fluminense e ficasse com a administração do Engenhão por 20 anos. O clube de General Severiano, enfim, tinha um grande estádio para chamar de seu.

Com informações da FolhaPress

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