Gaeco prende Valdécio, Polaco e Rafael Raposão em Antonina

"Operação à deriva" também fez busca e apreensão em terminal portuário

Operação à Deriva foi desencadeada após confirmações de corrupção em Antonina

Agora Litoral

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado-Gaeco, do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta sexta-feira (14) três mandados de prisão (duas preventivas e uma temporária) e nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Antonina a pedido da Promotoria de Justiça da comarca. As investigações buscam apurar crimes de corrupção ativa e passiva e associação criminosa no setor portuário da cidade litorânea.

Os dois mandados de prisão preventiva alcançaram o ex-diretor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina-APPA Luiz Carlos de Souza, o Luiz Polaco, e o empresário Valdécio Antonio Bombonato, diretor da Fortesolo. Já Rafael Raposão, um dos principais lobistas da associação criminosa, foi preso temporariamente. O Gaeco prendeu Luiz Polaco em sua residência, em Pontal do Paraná.

Os mandados de busca e apreensão – no Terminal Portuário Ponta do Félix, no escritório de advocacia Medeiros e Emerick (de Adriano Emerick e do deputado Tião Medeiros), em uma empresa e em seis residências – foram foram cumpridos em Antonina, Pontal do Paraná, Paranaguá, Pinhais e Curitiba.

A denominada “Operação à deriva” foi desencadeada após as investigações que apontaram compra de votos na Câmara Municipal e acertos na Prefeitura para aprovação de leis que beneficiassem algumas empresas e o terminal privado em Antonina.

Luiz Carlos de Souza, o Luiz Polaco, ex-diretor do Porto de Antonina
Valdecio Antonio Bombonatto, diretor da empresa Fortesolo

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