Familiares de paciente internada em hospital quase foi enganada por bandido que se passou por médico

Paranaguá, PR
Agora Litoral

Um novo golpe para extorquir famílias de pessoas que estão internadas em hospitais públicos e particulares foi identificado nesta semana em Paranaguá, no litoral do Paraná. Novidade na região, o golpe já se popularizou em diversos estados do país. Os bandidos se aproveitam da fragilidade dos familiares para, por telefone, cobrar por procedimentos falsos.

O relato emocionado da irmã de uma paciente do Hospital Paranaguá mostra que qualquer pessoa poderia ter caído no golpe. A irmã da vítima do trote realmente estava internada no hospital, havia dado a luz a um menino e o golpista usou nomes e detalhes dos familiares quando ligou. O falso médico disse que a internada estaria passando mal, com hemorragia interna, com infecção generalizada e poderia sofrer uma falência múltipla dos órgãos.

“Nesse momento eu me desesperei e comecei a chorar, não sabia o que fazer… Aí ele (o falso médico) tentou me acalmar dizendo que a minha irmã estava com uma equipe especializada e que estaria sendo transferida para uma clínica, e que eles iriam fazer outros exames”, disse a vítima do golpe. Também de acordo com ela, o falso médico relatou uma série de exames que a sua irmã teria que fazer e que precisaria autorização para a realização deles. O total dos exames sairia por R$ 4.600,00.

Após autorizar os tais exames, a vítima recebeu o número de uma conta bancária e de um CPF para fazer a transferência do dinheiro. Ainda de acordo com o que narrou nas redes sociais, o golpe só foi descoberto porque, logo após entrar em contato com os demais familiares e informar o relatado pelo falso médico, ela recebeu um WhatsApp da própria irmã que estaria passando mal com fotos dela e do recém-nascido.

Ela também disse que outros pacientes haviam recebido o mesmo golpe e que uma família, inclusive, teria depositado na conta informada. Após avisar o Hospital Paranaguá, uma equipe do estabelecimento passou em todos os quartos e alertou os acompanhantes e pacientes do trote que estava ocorrendo. “Eu fiz esse alerta pra que ninguém mais caia nesse golpe e também pra ajudar a polícia”, disse a denunciante.

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