Foto: Divulgação

Guaraqueçaba, PR
Agora Litoral

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Guaraqueçaba está com suas portas fechadas desde segunda-feira (06). A decisão da Prefeitura de fechar o educandário teria ocorrido por falta de recursos.

Procurada pelo Agora Litoral, a diretora e fundadora da instituição, Giovanna de Fátima Barbosa, lamentou o ocorrido. Ela espera que a situação se resolva o quanto antes para que as crianças atendidas pela instituição não fiquem sem amparo.

Atualmente, cerca de 50 crianças são atendidas pela APAE de Guaraqueçaba. Revoltados, pais e amigos manifestaram-se pelas redes sociais contra a decisão da Prefeitura. Eles prometeram acionar o Ministério Público para solucionar o impasse.

“Mais uma vergonha para o município. Vereadores, tomem providências quanto a esses que não sabem governar. As crianças pedem socorro”, escreveram no facebook.

Já a Prefeitura de Guaraqueçaba alega que o corte nos repasses baseou-se na Lei nº 13.019, de 31 de Julho de 2014, que disciplina as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil.

Segundo a lei, para que a cooperação aconteça, é necessário que sejam obedecidas uma série de normas para a consolidação dos acordos de ajuda.

ANOS DE LUTA

A história da APAE de Guaraqueçaba é marcada por muitas lutas. Foram dez anos para que as crianças especiais do município tivessem uma escola especial.

Em fevereiro de 2014, seis meses antes da sua fundação, o prédio da APAE foi criminosamente incendiado.

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