Joel Malucelli e Edson Casagrande são considerados foragidos

G1 Paraná
O empresário Joel Malucelli e o ex-secretário de Assuntos Estratégicos do Governo do Paraná Edson Casagrande são considerados foragidos nesta quinta-feira (13), segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Eles, além do ex-governador e da ex-primeira-dama Fernanda Richa, estão entre os 15 investigados que tiveram mandados de prisão expedidos durante a Operação Rádio Patrulha, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na terça-feira (11).

Beto, Fernanda Richa e os demais suspeitos estão presos. Eles devem ser ouvidos pela equipe do Gaeco entre esta quinta e sexta-feira (14).

A suspeita é a de que todos tenham envolvimento em um esquema de superfaturamento de contratos para manutenção de estradas rurais para o pagamento de propina para agentes públicos. Esses contratos faziam parte do programa Patrulha do Campo.

DEFESAS
Em nota, a defesa de Joel Malucelli informou que o empresário está de férias fora do país e que antecipou o retorno ao Brasil, antes previsto para o dia 24 de setembro. O documento diz ainda que em 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele.

“Joel Malucelli está confiante de que irá provar que as acusações são improcedentes. O empresário nega ter cometido qualquer irregularidade e sempre esteve à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos”, destacou.

Também em nota, a defesa de Edson Casagrande disse que ele deve se apresentar nesta quinta-feira (13) e que considera a prisão temporária desnecessária e ilegal já que desde 2011 nunca foi intimado a prestar esclarecimento.

“Edson Luiz Casagrande nega a prática de qualquer crime e está à disposição para dirimir todas as falsas acusações que lhe são direcionadas”, declarou.

INVESTIGAÇÃO
A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais, batizada de “Rádio Patrulha”.

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

O ex-governador do estado Beto Richa é considerado o chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais, em 2011.

A investigação aponta que o esquema criminoso funcionava a partir do aluguel de máquinas da iniciativa privada.

Os promotores afirmam que o acordo com empresários beneficiados pela licitação previa o pagamento de 8% a agentes públicos, a título de propina, sobre o faturamento bruto.

Fernanda Richa, mulher de Beto, participava da lavagem de dinheiro desviado no esquema, de acordo com o MP-PR.

Os promotores afirmam que a lavagem de dinheiro era feita por meio da compra e venda de imóveis.

Fernanda Richa é sócia de diversas empresas do ramo imobiliário que teriam sido usadas para o crime, ainda conforme a investigação.

Beto e Fernanda Richa negam todas as acusações. Eles continuam presos no Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba.

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