Antonina será uma das cidades que receberá novo trapiche. (Foto: Erly Welton Ricci)

Agora Litoral
As comunidades ilhadas do Litoral do Paraná vão receber novos trapiches – pontes que servem como atracadouros para pequenas embarcações. Nove devem ser reformados e cinco construídos nos próximos dois anos. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), responsável pela iniciativa, estima que R$ 10 milhões serão investidos nas obras de infraestrutura.

O processo já começou com consultas públicas a moradores das localidades que serão beneficiadas. Obras de reforma estão previstas para as comunidades de Europinha, Piaçaguera, Amparo, Eufrasina, Ilha do Teixeira, Vila Maciel, Ilha do Mel e Rocio. A Ilha dos Valadares e os municípios de Antonina e Pontal do Paraná vão receber novos trapiches.

De acordo com o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a medida leva em consideração a qualidade de vida das pessoas que vivem no entorno da área portuária. “Aproximadamente 600 famílias moram em locais com acesso somente pelas águas do mar e serão elas as mais beneficiadas. As reformas dos trapiches nesses locais vão trazer mais segurança, qualidade de vida e agilidade a essas pessoas, além de impulsionar as atividades pesqueiras e o turismo na região”, explicou.

ETAPAS
As consultas públicas, que já começaram junto aos moradores das localidades que receberão as obras de melhorias, consistem na primeira fase do processo. A ação é importante para apresentar propostas e reunir sugestões das próprias comunidades. Essa primeira etapa deve ser concluída até dezembro deste ano.

Para os três primeiros meses de 2018 está prevista a aprovação dos projetos conceituais junto a órgãos ambientais. Entre abril a junho do ano que vem deve ocorrer a terceira etapa, formada pela elaboração dos projetos executivos, seguida por processo licitatório para a escolha da empresa responsável. Seguindo esta previsão inicial, as obras devem iniciar em setembro de 2018 e terminar no prazo de um ano.

Os investimentos foram validados por uma comissão formada por representantes de diversos órgãos operacionais e ambientais, incluindo Appa, Ibama, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ministério da Pesca, Prefeitura de Paranaguá e Instituto Chico Mendes.

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