Marcio enrolou, mas acabou confessando o crime

Agora Litoral
Um homem foi preso em Pontal do Paraná após matar a companheira por esganadura. O crime ocorreu na noite de quinta-feira, mas só foi descoberto na manhã desta sexta (10). De acordo com o delegado Lucio Lugli, a suspeita é que, depois de matá-la, ele ainda tenha dormido ao lado do cadáver na cama do casal.

A descoberta do homicídio ocorreu após a Polícia Civil ter sido avisada de que uma mulher havia sido encontrada morta em uma residência na Rua Cabo Frio, no balneário Shangri-lá. A equipe da Delegacia de Ipanema deslocou-se até o local por volta das 9 horas e encontrou o cadáver de Marli de Fatima da Silva, de 44 anos, já frio e com uma pequena lesão no lado esquerdo da testa.

Segundo o delegado Lucio Lugli, que comandou a investigação, o companheiro dela, Marcio Bastos, de 41 anos, disse aos policiais que, ao acordar, a mulher estava morta. Porém, algumas evidências encontradas na casa levaram os policiais a colocarem o amásio como o principal suspeito da morte de Marli.

Marcio contou que o casal jantara e havia tido uma leve discussão, mas sem maiores consequências. Disse também que a mulher havia se queixado de uma dor na barriga, e que acreditava ser esta a causa da sua morte.

Enquanto Marcio falava, o delegado Lugli e seus policiais notaram que ele possuía dois machucados – um no rosto e outro no pescoço. Questionado, alegou que as marcas em seu corpo eram consequência da queda de uma máquina de lavar que ele carregara. A explicação não convenceu a polícia, que examinou a lavadora e esta não possuía marca alguma. O suspeito foi levado pra Delegacia de Polícia.

Delegado Lucio Lugli comandou a investigação

CONFISSÃO
Na DP, após averiguações, a Polícia Civil constatou que Marcio Bastos já tinha uma passagem pela Lei Maria da Penha, o que demonstraria o seu comportamento violento. O delegado expôs essa situação ao suspeito. Marcio decidiu confessar.

Contou que, na noite anterior, após uma discussão na cozinha da casa, Marli teria lhe agredido com uma faca de cozinha (que teria deixado as marcas vistas no seu rosto e pescoço) e ele teria reagido apertando o pescoço dela. Ainda segundo ele, a vítima teria desfalecido e ele a levado e deitado na cama do casal.

VEJA A CONFISSÃO DE MARCIO

Em entrevista, o delegado Lucio Lugli disse acreditar que o marido deva ter dormido ao lado do cadáver da companheira até decidir contar a história de que ela havia morrido da tal dor de barriga.

Marcio Bastos foi enquadrado como autor de feminicídio. Caso assim seja entendido e ele seja condenado, poderá pegar até 30 anos de prisão.

BRIGAS FREQUENTES
Marcio convivia com Marli há mais de um ano. As brigas do casal eram frequentes. Segundo vizinhos, os dois bebiam muito e geralmente a mulher agredia o marido.

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