Acusado diz não lembrar de ter violado túmulo porque estaria muito bêbado

Agora Litoral
Fim do mistério. Foi preso na manhã desta quarta-feira (25) o homem acusado de violar um túmulo e incendiar o caixão, nesta semana, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Paranaguá.

André Luiz Gonçalves dos Santos, de 24 anos, foi preso no interior do cemitério pela Guarda Civil Municipal. Em conversa com a reportagem, André – que é natural de Ponta Grossa – e não tem domicílio em Paranaguá, disse que não lembrava dos detalhes porque na oportunidade estaria “muito bêbado”.

Ele não soube explicar o que teria motivado violar o túmulo do motorista aposentado Luiz da Silva, de 70 anos, sepultado no dia 10 deste mês.

Sem falar coisa com coisa, André Luiz Gonçalves dos Santos passou a impressão de não estar em seu juízo perfeito. Mesmo assim, ele se desculpou com os familiares de Luiz dos Santos pelo seu gesto. André está detido na carceragem da 1ª Subdivisão Policial.

CÂMERAS DE VIGILÂNCIA
Não é a primeira vez que um túmulo é violado no cemitério Nossa Senhora do Carmo. E esse fato – aliado a furtos e arrombamentos ocorridos em escolas municipais – traz de volta à discussão o papel principal da criação da Guarda Civil Municipal em Paranaguá e a não observância de uma Lei Municipal de 2011, que obriga o Poder Executivo a instalar câmeras de vigilância nos cemitérios municipais de Paranaguá.

Promulgada pelo então presidente da Câmara, Jozias de Oliveira Ramos, a Lei 437/11 diz que o controle e monitoramento das Câmeras de Vigilância serão de responsabilidade da guarda municipal de Paranaguá ou quem a legislação ou norma jurídica determinar. Veja a Lei

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