Prefeito Marcelo Roque se equivocou ao pensar que presídio sairia do centro histórico. (Foto: Arnaldo Alves/ANPr)

Agora Litoral
O anúncio do início da obra de construção da Delegacia Cidadã em Paranaguá, feito na tarde desta segunda-feira (23) pelo governador Beto Richa, deixou esperançosos todos que convivem diariamente com o presídio improvisado na sede da 1ª Subdivisão Policial, no centro histórico da cidade.

Palco de rebeliões e fugas num passado não tão remoto, a “cadeia Pires Pardinho” abriga hoje pouco mais de 80 presos, mas – ao contrário do que pensam alguns, inclusive o próprio prefeito Marcelo Roque – permanecerá onde está, visto que a Delegacia Cidadã não será construída para tal fim.

“A Delegacia Cidadã é uma antiga reivindicação da população. Agora, vamos conseguir substituir a atual unidade, que é localizada no centro da cidade e tem gerado transtornos para os moradores da região”, disse equivocadamente o prefeito Marcelo Roque na cerimônia de assinatura do início da obra.

SEM CARCERAGEM
A Delegacia Cidadã, que será construída no Aeroparque, não possui carceragens, tendo apenas uma cela, pequena, para custódia provisória de presos, que ficarão no local enquanto for necessário colher os depoimentos para o inquérito policial.

A unidade, que deverá ser concluída em oito meses, terá espaços separados para atender vítimas e agressores ou suspeitos, além de ambientes isolados para atender adolescentes, mulheres e idosos.

Os Boletins de Ocorrência e a confecção de identidade serão feitos na nova Delegacia. Esse aspecto evitará um contato com os detentos, já que a população não precisará mais ir até o atual local que abriga um mini-presídio.

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