Prefeitura e MP fecham asilo em Guaratuba pela segunda vez

Instituição estaria maltratando idosos e portadores de transtornos psiquiátricos

Cerca de 40 pacientes estão abrigados no Hospital Maternidade, antiga Santa Casa de Misericórdia. Fotos: PMG

Guaratuba, PR
Agora Litoral

O Ministério Público e a Prefeitura Municipal  interditaram nesta sexta-feira (24) a Casa de Apoio Luz de Esperança, de Guaratuba, no litoral paranaense. A instituição abrigava cerca de 40 pessoas, entre idosos e portadores de transtornos psiquiátricos, que estariam sofrendo maus tratos.

De acordo com informações extraoficiais, alguns internos ainda seriam privados de comer como forma de castigo. Outros estariam sendo submetidos a trabalhos forçados, inclusive tendo de puxar carroças e carregar entulhos.

A instituição, localizada no bairro Piçarras, final da rua Ivaí, não teria infraestrutura mínima para prestar o serviço. O local também não manteria condições adequadas de higiene.

A Casa de Apoio desrespeitava a lei porque a autorização de funcionamento seria para atender no máximo oito pessoas. Com o passar do tempo, abrigou além da capacidade e o número saltou para cerca de 40.

APELO VIRTUAL

Pelas redes sociais, houve grande mobilização logo após a interdição do local. “A situação aqui está muito difícil; pessoas anêmicas, desidratadas, desnutridas, violentadas, além dos transtornos psiquiátricos”, escreveu uma internauta.

“Precisamos de ventiladores… Quem tiver pode trazer, será identificado e devolveremos na segunda-feira. Toda ajuda possível. Cozinha, banho, alimentação, atividade lúdica, tudo que puder ajudar”, apelou outra.

De acordo com a Prefeitura de Guaratuba, os idosos estão recebendo todo o acolhimento clínico, social e psicológico no Hospital Maternidade de Guaratuba, a antiga Santa Casa de Misericórdia.

A Secretaria de Bem Estar está entrando em contato com as famílias dos pacientes para que estes fiquem com eles até uma solução para o impasse.

Internos necessitamm de todo tipo de material e também de pessoas para auxiliá-los no dia a dia

ENTENDA O CASO

Essa é a segunda vez que o asilo é interditado. Em dezembro de 2014 a Justiça determinou a interdição do local. Uma semana após a decisão, o desembargador Leonel Cunha, do Tribunal de Justiça do Paraná, suspendeu a liminar que interditou a Casa de Apoio Luz de Esperança.

As administradoras da instituição, Elizete Santana e Maria Regina Santana, ingressaram com um Agravo contra a decisão liminar e rebateram todas as alegações de irregularidades. Nesta sexta-feira (24), a história se repetiu e a Casa de Apoio foi novamente interditada.

 

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